Somos seres únicos! E como tal, temos a nossa própria personalidade, história de vida, composição genética e contextos específicos de aprendizagem. O mesmo acontece no mundo infantil. Cada criança tem a sua forma de interagir e de se desenvolver, é nesse sentido que surge a frase “cada um tem o seu tempo”. Mas, poderá ser sempre assim?
Uma expressão comumente utilizada, nos mais diversificados contextos que gera algum cuidado e atenção.
Afinal cada criança tem sim o seu tempo, no sentido em que se desenvolve de acordo com as suas características especificas, ambientes a que é exposta e situações que experiencia.
Porém, esse tempo obedece a uma curva de desenvolvimento típico, padronizada por etapas de desenvolvimento. O desenvolvimento da criança depende de vários fatores, que influenciam a aquisição das diferentes metas de desenvolvimento, sendo assim, algumas crianças andam mais cedo, outras demoram um pouco mais para falar e na maioria das vezes isso não representa um problema.
As modificações evolutivas e progressivas pelas quais as crianças passam, apresentam um intervalo de normalidade para serem alcançadas, mas isso não significa que cada um tenha o seu próprio tempo indefinidamente. Quando a criança não adquire competências básicas de linguagem, dentro do tempo considerado padrão é necessário redobrar a atenção. Um atraso muito prolongado pode indicar que essa criança precisa de estimulação para se desenvolver corretamente e algumas vezes os estímulos familiares/escolares não são suficientes.
Quando procurar ajuda?
Certamente não devemos comparar as crianças da mesma idade, nem entrar em desespero porque a criança não atingiu determinada etapa do desenvolvimento, mas devemos estar em alerta quando existirem atrasos distintos e prolongados. O rastreio e diagnóstico desses atrasos permitem o encaminhamento da criança para equipas de intervenção especializadas.
No caso da Terapia da Fala, a intervenção precoce centra-se na promoção de uma comunicação eficaz e funcional da criança, contribuindo positivamente para a sua participação e interação social. A idade não deve ser um fator determinante para procurar, ou não, um Terapeuta da Fala, mas sim as dificuldades que a criança pode apresentar ainda antes dos 3 anos. Isto é fundamental para que seja desenvolvida uma abordagem funcional, direcionada à problemática com o objetivo de atingir melhorias rápidas com menor prejuízo na qualidade do desenvolvimento global da criança. Trata-se de um apoio dirigido à criança e à família interveniente, que atua perante os primeiros sinais de desenvolvimento que se afastam daquilo que é considerado aceitável.
E porque é que o envolvimento dos Pais e Educadores é tão importante?
N.º Registo Estabelecimento na E.R.S. : E125252
Todos os direitos reservados | CompletaMente - Saúde & Educação Unipessoal lda.